IFCE EM GREVE: ENTENDA OS MOTIVOS
Os servidores dos Institutos Federais de Educação, Ciência e
Tecnologia e do Colégio Pedro II (Rio de Janeiro) deflagraram, no dia 13
de junho, greve por tempo indeterminado.
A intransigência do Governo Federal em não negociar com os servidores
públicos levou a que os sindicatos das categorias dessem início a
campanha salarial unificada em março deste ano. O não cumprimento dos
acordos de greve efetuados entre o Governo e as entidades de
representação de classe dos trabalhadores da Educação, os conduziu a
deflagração da maior greve de toda a história do setor.
Atualmente estão em greve mais de 178 câmpus da Rede Federal de
Educação Básica, Técnica e Tecnológica, em 22 estados brasileiros. No
Ceará, o IFCE está em greve em 18 dos 23 câmpus. Também estão em greve
55 das 59 universidades federais.
A pauta de reivindicações dos/as servidores/as federais é extensa e
diversa. Junto aos 28 sindicatos nacionais levantamos as bandeiras de
luta pelo direito a data base e pela reposição das perdas inflacionárias
acumuladas do ano de 2010 até 2012, associadas à variação do Produto
Interno Bruto (PIB), calculadas na ordem de 22,08%.
Além disso, reivindicamos junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e ao Ministério da Educação (MEC):
- Destinação de 10% do PIB para a Educação Pública;
- Piso salarial de R$ 2.400,00 para as carreiras de docente (20h) e técnicos administrativos em educação;
- Reestruturação das carreiras dos docentes e dos técnicos administrativos;
- Contra a mudança na forma de concessão dos adicionais de
periculosidade e insalubridade, proposta pela Medida Provisória 568,
sancionada pela Presidente Dilma no dia 11 de maio;
- Democratização das instituições da Rede Federal de Educação Básica, Técnica e Tecnológica;
- Manutenção e ampliação dos concursos públicos para docentes e técnicos administrativos em educação.
Fonte: Associação dos Trabalhadores do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará.
http://www.sindsifce.com.br